sábado, 16 de fevereiro de 2013

Alheira

 

A alheira é um enchido típico da culinária tradicional portuguesa.
A mais famosa é a de Mirandela e foi eleita como uma das 7 Maravilhas da Gastronomia de Portugal. No entanto, sendo a alheira típica da Terra Fria, torna um pouco duvidosa esta ligação a Mirandela, que pertence à Terra Quente transmontana.
Para grande parte dos transmontanos a alheira é consumida grelhada na brasa, acompanhada de batata e grelos cozidos, regados com um fio de azeite.
Nos finais do século XV os judeus expulsos de Castela instalaram-se em Trás-os-Montes. Quando a Inquisição iniciou a perseguição aos judeus portugueses, estes viram-se na necessidade de se converter ao cristianismo, adoptando os seus costumes, pelo menos na aparência. Como a religião os impedia de consumir a "impura" carne de porco, tornando-se facilmente identificáveis pelos perseguidores por não fazerem nem fumarem os habituais enchidos de porco. Assim, criaram um enchido parecido com os de porco, substituindo esta carne por uma grande variedade de carne de aves, vitela, coelho e outras.
A receita acabaria por se popularizar entre os cristãos, que lhe juntavam a carne de porco e o alho.
O Abade de Baçal chegou a designar a alheira como o chouriço judeu.
Estas são da "colheita" de 2013 da mãe e da tia Amélia.
No concelho de Barcelos existe a freguesia Alheira.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Museu dos Cordofones


Este é um cordofone.
Domingos Martins Machado, mais conhecido por "Violeiro", começou por receber os primeiros ensinamentos da construção deste tipo de instrumentos aos onze anos, na oficina do seu pai, Domingos Manuel Machado. Ainda esteve na Casa Duarte, no Porto, para aperfeiçoar os conhecimentos.
Quando se casou, muda-se para a freguesia de Tebosa (Braga), onde concretiza o sonho de trabalhar por conta própria.
Quando foi apresentado a Júlio Pereira, na altura em que lançava um álbum dedicado ao cavaquinho, as vendas deste instrumento dispararam.
Os cavaquinhos minhotos são do melhor que hoje se fabrica. Uma das razões para esta qualidade deve-se ao fabrico totalmente manual. Na oficina não existe nenhum instrumento mecânico ou elétrico para a construção dos instrumentos.
No dia 22 de setembro de 1995 foi inaugurado o Museu dos Cordofones Domingos Machado, único do género em Portugal, construído pelo próprio artesão, sem qualquer ajuda, quer oficial quer particular, sendo possível juntar uma visita à oficina onde se transforma a madeira em delicados instrumentos musicais.
É considerado o mais célebre português no fabrico de instrumento de cordas tradicionais.
De entre os vários clientes destacam-se: Júlio Pereira, Janita Salomé, Pedro Barroso, Ana Faria, José Mário Branco e George Harrison (ex-Beatles).
Muitos passaram pela oficina, onde se faziam tertúlias, entre os quais Amália Rodrigues, em março de 1999, onde lhe terá pedido que lhe ensinasse a tocar guitarra.
Alfredo Machado é já o natural sucessor desta arte.
Na imagem a boca de uma viola clássica, que na terminologia europeia corresponde à guitarra clássica, de seis cordas simples e construída com vários materiais, como por exemplo: o pau santo e pinho de flandres, braço em mogno, interiores em casquinha ou choupo e escala em pau preto.
Esta pertence a Carlos de Castro e tem a etiqueta do construtor com data de 26 de março de 1987.


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Vilarinho da Furna


Esta albufeira fica localizada no concelho de Terras de Bouro e é alimentada pelo rio Homem.
Ficou conhecida por ter submergido, no ano de 1971, a pequena aldeia comunitária de Vilarinho da Furna, da freguesia de São João do Campo.
Fica encaixada entre a serra Amarela e a serra do Gerês e próximo da confluência do ribeiro das Furnas com o rio Homem, numa zona do vale um pouco mais largo, onde o rio se acalmava, apresentando poços fundos e transparentes e nas redondezas cavernas e furnas de granito.
Vilarinho da Furna tinha as suas leis, os seus hábitos próprios, as suas terras e o seu gado, a sua própria organização e modo de vida únicos, as suas gentes, tornando-a numa aldeia com uma riqueza etnográfica também única. É possível que alguns dos traços da forma de estar e viver desta comunidade derivasse da cultura dos povos pastores e granadeiros indo-europeus, provavelmente lá introduzidos por migrações pré-romanas e suevas.
Em 1971 foi efetuado um documentário de longa-metragem, ainda em 16 mm, pelo realizador António Campos.
Para tentar salvaguardar as riquezas culturais de uma aldeia comunitária desaparecida debaixo de água, foi inaugurado em 1981 o Museu Etnográfico de Vilarinho da Furna.
Depois de os seus habitantes terem saído à força para a aldeia ser ocupada pelas águas da albufeira, estes ainda se juntam no dia de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da aldeia (8 de dezembro), onde recordam as velhas festas. Em 1985 estes encontros foram reforçados com a criação de "A Furna" (Associação dos Antigos Habitantes de Vilarinho da Furna), com o objectivo da defesa, valorização e promoção do património cultural, colectivo e/ou comunitário do antigo povo da aldeia desaparecida.
David Afonso de Carvalho realizou o pequeno filme "Modelação do passado de Vilarinho da Furna", no âmbito da dissertação para obtenção do grau de Mestre em Arquitetura.
Um dos grandes entusiastas do Gerês, das suas paisagens e das suas gentes, deixou-nos este poema dos dolorosos momentos de abandono:
Requiem
Viam a luz nas palhas de um curral,
Criavam-se na serra a guardar gado.
À rabiça do arado,
A perseguir a sombra nas lavras,
Aprendiam a ler
O alfabeto do suor honrado.
Até que se cansavam
De tudo o que sabiam,
E, gratos, recebiam
Sete palmos de paz num cemitério
E visitas e flores no dia de finados.
Mas, de repente, um muro de cimento
Interrompeu o canto
De um rio que corria
Nos ouvidos de todos.
E um Letes de silêncio represado
Cobre de esquecimento
Esse mundo sagrado
Onde a vida era um rito demorado
E a morte um segundo nascimento.
Miguel Torga (Barragem de Vilarinho da Furna, 18 de julho de 1976)
A barragem foi inaugurada a 21 de maio de 1972 pelo Almirante Américo Tomás, após benção por D. Francisco Maria da Silva, Arcebispo Primaz de Braga.
Nos anos de maior seca, a aldeia emerge das águas e, vale a pena uma visita e sentir o silêncio do local.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Auerhahn


O Tetraz ou Galo-Montês (Tetrao Urogallus) é uma ave em que os machos se caracterizam pela sua plumagem quase totalmente preta, enquanto as fêmas apresentam uma plumagem acastanhada.
Pensa-se que esta espécie de ave terá nidificado na Serra do Gerês e que se terá extinguido há cerca de cem anos.
Em Queck (Schlitz, Fulda), na Alemanha, chamam-lhe "Auerhahn".
Este é também o nome de uma das melhores cervejas de Schlitz. Fabricada nesta cidade, especialidade com sabor singular de uma cerveja de alta fermentação, ligeiramente picante, frutada e cor dourada, com 11,6% de especiarias nativas e 4,9% de álcool.
Foi com Auerhahn Urhahn Helles Alt que fomos recebidos em Queck, no dia 6 de junho de 2011, ao lado do reaturante "Zur Linde".
Uma cerveja muito boa, na minha opinião.
Bons momentos...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Caminho Francês de Santiago de Compostela


"Até ao início do século XII, muitos dos que percorriam a Ruta Jacobea tinham a noção de que transitavam por uma metáfora enorme e precisa da vida. Na verdade, ainda hoje é a melhor que o engenho humano concebeu. Esses fiéis encaravam a sua rota nos frondosos Pirenéus franceses, rodeados por vegetação e água, como representação perfeita da infância. Depois, com o passar do tempo, iam amadurecendo ao entrar em terrenos mais planos, terras férteis de La Rioja ou Aragão, que evocavam a adolescência e a plenitude. Ao entrarem em Castela, todo esse esforço se desfazia em pó. A secura e aspereza do Caminho em Burgos ou Leão eram a encarnação ideal da velhice e da morte, recebendo uma lição inestimável sobre a fugacidade da existência. Mas, Julia, todos eles sabiam que ao chegarem a Leão ainda lhes restava mais um trecho para percorrerem. O do Paraíso. Entusiasmado, atravessavam por O Cebreiro e entravam na Galiza exuberante, rica em árvores e regatos. Atravessavam-na assombrados até alcançarem Santiago e aqui, depois de quase oitocentos quilómetros a pé, neste lugar onde nos encontramos [Pórtico da Glória], acontecia o milagre. (...) Os peregrinos, depois de percorrerem o Caminho desde a infância até à morte e mais além, chegavam aqui e descobriam que também eles se podiam transformar em luz e continuar... a viver." (in O Anjo Perdido de Javier Sierra).
Fotografia tirada em Ponte Sampaio, Pontevedra, no Caminho Português de Santiago de Compostela, no dia 8 de setembro de 2006, com a Mónica.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013


Encontra-se no centro de um jardim barroco do século XVIII, com buxos, árvores e plantas herbáceas em canteiros de cantaria de perfil recortado.
Possui um tanque e uma taça, ambos quadrilobados, sendo estas decoradas em cada uma das faces com carrancas. Tem coluna central galbada, com diferentes níveis de decoração diversificada. Acima da taça possui um remate encurvado com mais quatro carrancas, com florão e termina em tronco piramidal.
Este chafariz faz parte do claustro que conserva ainda as arcadas toscanas de arcos plenos.
O claustro integra o Mosteiro de Santo André de Rendufe, que foi considerado uma das principais casas de monges beneditinos em Portugal, cuja história remonta à época do Conde D. Henrique, embora se desconheça a data de fundação, esta poderá ser um pouco antes de 1090.
O Decreto 32973, de 18 de agosto de 1943, classifica a igreja e as ruínas do claustro como Imóvel de Interesse Público.
O monumento encontra-se em mau estado de conservação embora já tenham sido apresentadas algumas propostas de reabilitação. Vale a pena a visita à igreja, onde se destacam um dos mais notáveis conjuntos de talha dourada de barroco-rococó nortenho.
Fotografia tirada a 20 de julho de 2004, durante um estágio académico de Arqueologia.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Festa da Flor


Todos os anos se realiza a festa para comemorar a chegada da Primavera.
Por todo o lado se vêm tapetes de flores, vários tipos de decoração com flores, concursos florais e diversos espectáculos artísticos e culturais. É um festival visual e olfactivo.
Tudo para lembrar que a região é um jardim, onde existem os mais variados tipos de flores de diferentes zonas do planeta.
Esta fotografia foi tirada durante o cortejo alegórico da flor, onde os carros e todos os participantes estão enfeitados com flores naturais.
A Festa da Flor já faz parte do calendário de animação turística do Funchal.
Fotografia tirada com rolo 35 mm, no ano de 2004, numa viagem à Madeira, com o Domingos e a Maria João.
No ano de 2013 a Festa da Flor da Madeira realiza-se de 9 a 15 de Maio.
Vale a pena a visita.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Cascata

 
Está integrada nos Jardins d'Água, no Passeio de Ulisses, no Parque das Nações, em Lisboa.
Ao longo de todo o Passeio de Ulisses, onde se enquadra este jardim, existe um traçado e uma identidade comum, pelo seu desenho, com e as obras da artista Fernanda Fragateiro, que no conjunto ilustram as múltiplas atividades ligadas à água, que desde a antiguidade o Homem criou, desenvolveu e aperfeiçoou um pouco por todo o mundo.
Ao longo do jardim existe uma serie de montagens educativas (uma azenha, um prisma de refracção, entre outros) e com vários recantos, entre os quais, a cascata.
Este jardim é um projeto realizado no âmbito da Expo98.
Fotografia do tirada no tempo dos velhos rolos de 35 mm.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Gerês I




Mais uma foto do Lugar de Prados da Messe, em pleno Parque Nacional da Peneda do Gerês.
Tirada no momento em que o nosso transporte partia depois de nos deixar naquele sítio completamente isolado.
O nosso destino ficava lá ao fundo, no final deste pequeno vale. Tudo à nossa volta era desolador. Tudo estava queimado pelo incêndio.
Este prados de montanha são usados principalmente entre os meses de maio e outubro para o pastoreio.
Entre as ameaças a este tipo de prados, estão os incêndios (diminui a alimentação, o abrigo e a reprodução da fauna) e o abandonado do pastoreio (levando à substituição dos prados naturais por matos secos).
Nestes prados existem abrigos para os pastores de construção tosca. O abrigo dos Prados da Messe é um pouco mais elaborado.
Existe também neste prado, as ruínas de uma antiga casa que terá sido um posto da Guarda Fiscal, que seria usada para combater o contrabando, que se fazia por aquelas bandas. Foi pelo menos esta a explicação dada por um elemento da Guarda Nacional Republicana para aquelas ruínas.
Na obra "Serra do Gerez, estudo - aspecto - paisagens" de Tude de Sousa, este afirma serem estas ruínas de uma casa florestal construída em 1908.
Outras construções interessantes são as mariolas, pedras sobrepostas, que têm a função de indicar os percursos.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Elizabeth Tower



No interior desta torre existe um sino, com um peso de 13,7 toneladas, que toca a cada hora, sendo um dos mais pesados de Inglaterra. Embora o termo Big Ben se refira apenas a este sino, todas as pessoas utilizam a designação para denominar o conjunto da torre, sinos e relógios.
Uma das teorias do uso da designação de Big Ben está ligada ao primeiro comissário de obras, Sir Benjamin Hall (de 1855 a 1858).
A colocação do sino no seu lugar, em outubro de 1858, demorou trinta horas.
A torre tem noventa e seis metros de altura e trezentos e trinta e quatro degraus até ao campanário.
O ponteiro dos minutos tem seis metros e o das horas tem quatro metros e vinte centímetros de comprimento.
Oficialmente designada como Clock Tower, durante o ano de 2012 foi alterada a designação oficial para Elizabeth Tower, em "reconhecimento pelo jubileu de diamante de sua majestade" a Rainha Isabel II.
Nos últimos sessenta anos apenas tocou uma vez fora das suas badaladas habituais: foi a 27 de julho de 2012, pelas 08h12, doze horas antes da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos.
Para visitas recomenda-se a marcação com antecedência ou a compra de bilhetes on-line.
Também pode ser feita visita virtual.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Barcelona


É simplesmente monumental... um local onde nos podemos perder nos pequenos pormenores.
A sua construção começou com o lançamento da primeira pedra no dia 19 de março de 1882 e ainda não se sabe muito bem quando poderá terminar.
Embora seja uma obra longe de estar concluída, já se encontra na lista do Património Mundial da UNESCO, desde 2005.
Com a ajuda de vários donativos, o mentor da ideia, Josep Maria Bocabella i Verdaguer, compra um terreno com 12800 metros quadrados para a construção, que começa a partir de desenhos de Francisco de Paula del Villar y Lozano.
Em 1883 o projeto é entregue a Antoni Gaudi, que o vai alterar por completo. Esta obra, conhecida por Sagrada Família, é considerada por muito críticos como a obra-prima de Gaudi.
A nave central (na imagem) tem cerca de 45 metros de altura.
Prevê-se que o coro tenha a capacidade para mil e quinhentas pessoas, setecentas crianças e cinco órgãos.
Vale a pena a visita.
(Fotografia de 02 de dezembro de 2011)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Brinquedos



A história do brinquedo é uma história que acompanha o homem.
Um brinquedo é um objecto ou actividade lúdica, geralmente associada a crianças.
Desde os tempos antigos que os brinquedos tiveram um papel importante na vida das crianças, sendo eles dos mais variados tipos e com os quais se brincou ao longo de milhares de anos.
Os brinquedos mais utilizados na época clássica (Grécia Antiga e Império Romano) eram os barquinhos, as espadas de madeira e as bonecas, os fantoches são comuns na Idade Média e no século XIX tornam-se populares as bonecas, e nos dias de hoje podemos encontrar de tudo um pouco.
Dependendo da época do brinquedo, o material de fabrico poderia variar desde o barro cozido, pano, passando pela madeira e o "zamac" até ao plástico, podendo ser de construção artesanal ou industrial.
Foto tirada na exposição "A produção industrial de brinquedos em Portugal", que decorreu na Galeria do Theatro Club de Póvoa de Lanhoso, com a colecção particular de brinquedos de Victor Martins.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Moleskine



É um caderno de notas produzido pela marca italiana "Moleskine SRL".
Algumas das características que que distinguem este caderno de notas são: a sua capa dura de cor preta (embora já existam outras cores); os cantos arredondados; o elástico que permite que o caderno permaneça fechado ou aberto numa determinada página; a lombada costurada, o que permite que o caderno permaneça totalmente aberto; e a folha de rosto, onde o proprietário pode escrever os seus dados pessoais.
Existem vários tipos destes cadernos mas, pessoalmente, prefiro os pocket notebooks de folhas lisas, onde me posso "espalhar" à vontade, em apontamentos e desenhos de tudo e de nada.
Um produto muito utilizado ao longos dos anos e que se tornou imagem de marca para muitos.
Este foi-me oferecido em Agosto de 2010 e que vou utilizando de forma diária.
Obrigado.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Girassol



Cresce de uma forma rápida, e a flor abre-se vistosa, impõem-se pela beleza e pelo seu enorme tamanho.
O seu caule pode atingir cerca de três metros de altura.
A flor pode ter cerca de trinta centímetros de diâmetro.
Sobressai também por um certo ar de mistério. É mágica no poder de girar sobre a sua própria haste para mirar sempre o sol (comportamento conhecido como heliotropismo), que parece querer imitar na forma e disposição das pétalas douradas, longilíneas e numerosas como raios de luz.
É uma planta originária da América do Norte e América central, cultivada pelos povos indígenas para alimentação e para fins medicinais e foram domesticadas por volta do ano 1000 a.C.
Foi introduzido na Europa pelos espanhóis durante o século XVI, inicialmente para fins ornamentais e mais tarde com outros fins.
Das sementes é extraído o óleo de girassol e biodiesel sendo o resto da planta completamente aproveitável. As suas folhas podem ser utilizadas na agricultura biológica para impedir o crescimento de ervas daninhas (fenómeno da alelopatia).
É considerada uma flor simbólica que significa: fama, sucesso, sorte e felicidade.
Na Hungria acredita-se que a sua semente cura a infertilidade; se as sementes forem colocadas na beira da janela da casa onde viva uma mulher grávida, nascerá um homem. Em Espanha, para se ter sorte são necessários onze girassóis.
Hoje recebi uma lata com uma semente de girassol. Basta regar e ele irá germinar. Uma prenda com vida.
Obrigado a quem se lembrou.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Banda do Galo



Esta é a banda que me chamou a atenção, quando passava em Góios, pelo fardamento, em tons vermelhos e amarelos e pelo barrete em forma de crista e com um bico amarelo, a fazer lembrar os músicos de um dos filmes do Kusturica.
É já uma referência no panorama cultural do concelho e do país, com um reportório animado e divertido, um maestro meio louco e a juntar à festa, acompanha sempre a banda um "avozinho", de galo de Barcelos na mão e que serve de porta-voz.
Foi oficialmente fundada a 24 de Julho de 1994 por um grupo de pessoas que tinha integrado a banda da Casa dos Rapazes, extinta na década de oitenta.
O grupo dá pelo nome de "Banda do Galo".
É uma das actividades do Círculo Católico de Operários de Barcelos, uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS).
Levam o nome de Barcelos a todo o lado bem como a Lenda do Galo.

domingo, 20 de junho de 2010

Góios



Era um domingo e regressava da praia. O dia estava quente e o Carlos decidiu regressar pelas estradas municipais, que serpenteiam por entre os campos de milho... visita-se o país e as estradas são sempre mais frescas em relação às vias rápidas.
Ao passar pela freguesia de Góios, Barcelos, chamou-nos a atenção um pequeno palco onde actuava uma estranha banda e um grupo de pessoas à volta de mesas e assadores.
Quando nos aproximamos, e depois de algumas perguntas, ficamos a saber que era uma festa organizada pela Junta de Freguesia de Góios e aquela era a Banda do galo.
Nos tempos que vivemos é muito raro encontrar uma festa com comida gratuita (sardinhas assadas, barriguinhas, salsicha fresca e fêveras), pão para todos os gostos (incluindo broa de milho ainda quente), finos a cinquenta cêntimos e refrigerantes a vinte cêntimos, em copos de 25 cl.
Vale a pena passar por aqui, apreciar as vistas e ter a sorte de encontrar uma destas festas.
A freguesia tem por orago Santa Maria, sob a invocação de Nossa Senhora da Expectação ou do Ó, como vulgarmente é mais conhecida, culto muito generalizado em Portugal e Espanha e que vem do tempo dos godos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Aldeia do Pontido



O rio Vizela nasce no Alto de Morgaír (Gontim, Fafe) e percorre cerca de quarenta e cinco quilómetros até desaguar no rio Ave.
Durante o seu percurso passa por uma pequena aldeia que durante cerca de trinta anos esteve abandonada, estando de novo viva e servindo como turismo de aldeia.
Depois de recuperada foi inaugurada no dia 03/10/2009, pelo Presidente da Câmara Municipal de Fafe.
A aldeia proporciona um óptimo descanso, onde se pode ouvir cantar o rio de águas límpidas e o chilrear dos pássaros, fazer um dos percursos pedestres assinalados, dar um mergulho nas águas da Barragem da Queimadela ou simplesmente usufruir das suas praias fluviais.
Depois da barragem é possível ver as olas, uma curiosidade natural, onde o rio desaparece debaixo de uns enormes penedos, para ser visível uns cem metros à frente.
O aldeamento turístico possuí cinco casas recuperadas, respeitando a traça original e utilizando os materiais tradicionalmente utilizados na região, um alpendre e um espigueiro (transformados num Centro de Interpretação Ambiental), um restaurante, um moinho e o pisão, onde é possível ver a técnica de funcionamento de ambos e perceber a dinâmica da economia rural.
Tive o prazer de ali pernoitar, usufruir da Aldeia do Pontido por um dia e proporcionar uma surpresa.
Não deixes de conhecer a aldeia que "trouxe até aos nossos dias memórias de um passado que já não existe".
Um exemplo a seguir.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mundo



Uma das definições de "mundo", segundo o dicionário, pode ser "sociedade", "globo terrestre" ou "a gente; a humanidade", entre outras.
Esta poderá ser a prespectiva do meu mundo.
Mundo é o nome que se costuma associar ao planeta Terra, como um lugar habitado por seres humanos, onde vivem em sociedade.
Nesta esfera estão aqueles que me acompanharam ao longo daquelas vinte e quatro horas: Carlos, Rui, Orlando e Luís.
Fotografia tirada na Praça Conde Agrolongo (Braga), durante a Maratona FNAC 2010, para o quarto tema: "Mundo".

terça-feira, 25 de maio de 2010

Teatro popular



No dia 9 de Maio de 2010 realizou-se mais uma peça de teatro popular "A Feira" pelo Grupo Cénico e Beneficente de Arentim, Braga.
É o mais antigo grupo de teatro amador do concelho de Braga e um representante do teatro feito em espaço rural.
O projecto teatral do grupo caracteriza-se pela realização de teatro de gosto popular, independentemente do género.
A inexistência de centros de diversão nas redondezas fez com que Arentim se transformasse num pólo de atracção popular, cuja influência se iniciou durante a década de sessenta.
A importância social do grupo é visível pela adesão aos espectáculos pelas populações vizinhas e também pela participação dos arentinenses, que facilitou o recrutamento de actores, músicos e técnicos. Segundo os responsáveis, durante quarenta anos, a esmagadora maioria das casas (famílias) da freguesia participou de uma forma ou de outra na produção dos espectáculos.
Com o tempo o estilo teatral do grupo foi ganhando maior importância, porque passou a ser o único representante de uma época marcada por certo formato artesanal de arte, em que tudo era feito no grupo, desde os cenários aos adereços. Para isso tinham o grande apoio da Casa Gomes (Porto) na área da caracterização e dos figurinos, acabando por "herdar" o excepcional guarda-roupa (vários milhares de peças) desta firma quando esta fechou as portas.
Em 2000 recebeu a Medalha de Mérito (Grau Prata) da Câmara Municipal de Braga.
Em 2008 publicou o livro "Teatro em Arentim - 40 anos de fé e tradição".

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Capela de São Gonçalo




Também conhecida como capela de Nossa Senhora das Neves, é uma construção barroca, com planta longitudinal, com nave única e capela-mor rectangulares e sacristia à direita. A fachada principal é encimada por um frontão triangular e um pequeno óculo circular. No interior um belo retábulo de talha policromada da capela-mor, que se sobrepõe à simplicidade da estrutura. Em meados do século XX deixou de se realizar culto na capela e acabou a festa de São Gonçalo que atraía ao local muitos visitantes. ("História das freguesias e concelhos de Portugal", volume 4, 2004)
A capela encontra-se na freguesia de Arentim, Braga.