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sexta-feira, 10 de julho de 2009

Biblioteca



Esta biblioteca está num edifício do século XIV, onde funciona actualmente a Faculdade de Geografia e História da Universidade de Santiago de Compostela.
Entre as muitas obras que se podem encontrar nesta biblioteca está o livro "De las horas?", considerado o livro mais antigo da Galiza, escrito no ano de 1055.
Tirada em 2004 durante uma visita à Faculdade. Vale a pena a visita.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Via da Prata do Caminho de Santiago de Compostela



Mais uma vez o Caminho de Santiago. Desta vez pela Via da Prata a partir da fronteira de Vila Verde da Raia (Chaves). Fui com o Guilherme e com o António.
O primeiro marco que encontramos, logo em Feces de Abajo, indicava que ainda faltavam 199,355 quilómetros para Santiago de Compostela. Até Ourense o Caminho ficou marcado pelos três primeiros dias.
Logo no primeiro dia deparamo-nos com a falta de setas amarelas ou outras indicações da direcção a seguir, aspecto que se prolongou pelos dois dias seguintes.
O segundo dia ficou marcado pelos quarenta e tal quilómetros, grande parte deles ao longo da planície de Xinzo de Limia, com rectas intermináveis, muito calor e poucas sombras.
O terceiro foi o dia do alcatrão. Trinta e dois quilómetros em estrada, com o alcatrão a ferver, muito calor e bolhas nos pés... foi um dia muito duro.
Por fim chegamos a Ourense e a partir daí tudo mudou. Etapas com distâncias aceitáveis, grande parte do percurso por caminhos florestais e com bastante sombra e muitas aldeias e locais pitorescos.
Para recordar ficam os albergues de Cea e de A Laxe (ambos espectaculares), o jantar no albergue de Sandiás e o jantar em Cea, o almoço em Ponte Mandrás, os pequenos-almoços em Tamaguelos (onde abriram uma tasca prepositadamente para nos servirem um bocadillo de presento e um copo de vinho branco rasca), em Penaverde (uma empanada de bonito com vinho tinto da região e onde encontramos o Sr. Magalhães, natural da freguesia de Possacos, do concelho de Valpaços) e em Oseira (no Bar Venezuela), as "pequenas" subidas de Cachaxuas (logo à saída de Ourense) e de Puente de Ulla, a ponte romana de Taboada sobre o rio Deza e os quatro alemães (um grupo de três homens e uma senhora a quem diariamente íamos deixando mensagens).
Foi de qualquer forma uma experiência gratificante, em boa companhia e se possível a repetir por outro percurso.
Das três mil e muitas fotografias destes oito dias, ficam estas doze que de uma forma muito superficial resumem os dias do Caminho.

terça-feira, 10 de março de 2009

Caminho Português de Santiago de Compostela (I)



Foto no final do jantar de convívio (já depois de tudo limpo e arrumado), no Albergue de Briallos, entre os peregrinos que faziam o Caminho Português de Santiago de Compostela.
Foi no dia 7 de Setembro de 2006.
Por onde quer que vocês andem... um abraço a todos com saudades.

Caminho Português de Santiago de Compostela



Já foi em 2006.
Tudo começou no fim-de-semana da festa de Vilarandelo em conversa com a Mónica. Era uma daquelas coisas que ambos queríamos por em prática. Estávamos a passar por um daqueles momentos em que nos apetecia, como acontece ao longo da vida a muitas pessoas, agarrar numa mochila e ir para qualquer lado e por vezes sem destino. Nós fizemos o mesmo... mas o destino era Santiago de Compostela.
No dia 4 de Setembro iniciamos o Caminho a partir de Valença. Tudo era novidade: o itinerário, as credenciais, as setas...
Todas as noites nos deitávamos na expectativa de se, no dia seguinte, conseguiríamos ou não retomar a caminhada. Mas todas as manhãs, por volta das 5h30/6h00, já estávamos prontos para mais uma jornada.
Foram seis dias de muito convívio com outros peregrinos (três casais espanhóis de Tarragona, três senhoras professoras de Castelo Branco e o respectivo guia de Braga, uma irlandesa, uma portuense, um brasileiro e um argentino) e um jantar de convívio no Albergue de Briallos.
Foi uma semana sem telemóvel, sem problemas, sem stresses, com muita paz interior e exterior e algum cansaço... Mas valeu a pena...
Ainda tivemos tempo de apanhar pulgas no Pavilhão Gimnodesportivo de Padrón (onde ficamos instalados) fazendo com que a última jornada do caminho fosse um grande sacrifício para a Mónica devido a problemas de alergia.
Esta foto foi tirada junto à Ponte das Febres logo no primeiro dia e ainda faltavam cento e muitos quilómetros para chegar ao destino.
Aconselho a quem se quiser aventurar. É uma excelente terapia para qualquer coisa.