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quarta-feira, 15 de julho de 2009

São Fins de Friestas



Embora no local exista uma placa onde se pode ler "Igreja de Sanfins de Friestas", encontrei uma referência a este monumento (Almeida, Álvaro Duarte de e Belo, Duarte, Portugal Património, Guia - Inventário, Volume I, Círculo de Leitores, Casais de Men Martins, 2007) com a designação "Igreja de São Fins de Friestas". Provavelmente ambas as grafias estão correctas.
Visitei o local no dia 16/08/2006 na companhia do Cruz (colega de trabalho). Embora estivesse a chover bastante, ainda deu para perceber que a igreja românica está quase intacta embora o convento esteja em ruínas.
O Convento e Igreja de Sanfins de Friestas situa-se no Lugar de Eiras, Sanfins, a cerca de doze quilómetros de Valença.
Está classificado como Monumento Nacional por Decreto de 16/06/1910 e pelo Decreto 14425, de 15/10/1927.
O convento parece ter sido fundado no final do século XI, talvez segundo a Regra de São Bento. Mais tarde passou para a Companhia de Jesus, como anexo do Colégio de Jesus de Coimbra, por decisão de D. João III. Na fotografia pode-se ver uma parte do claustro. A igreja é composta por uma única nave, alta e estreita.
A cerca de trezentos metros é possível visitar o cemitério.
É um local isolado, calmo e que vale a pena visitar.

terça-feira, 10 de março de 2009

Caminho Português de Santiago de Compostela



Já foi em 2006.
Tudo começou no fim-de-semana da festa de Vilarandelo em conversa com a Mónica. Era uma daquelas coisas que ambos queríamos por em prática. Estávamos a passar por um daqueles momentos em que nos apetecia, como acontece ao longo da vida a muitas pessoas, agarrar numa mochila e ir para qualquer lado e por vezes sem destino. Nós fizemos o mesmo... mas o destino era Santiago de Compostela.
No dia 4 de Setembro iniciamos o Caminho a partir de Valença. Tudo era novidade: o itinerário, as credenciais, as setas...
Todas as noites nos deitávamos na expectativa de se, no dia seguinte, conseguiríamos ou não retomar a caminhada. Mas todas as manhãs, por volta das 5h30/6h00, já estávamos prontos para mais uma jornada.
Foram seis dias de muito convívio com outros peregrinos (três casais espanhóis de Tarragona, três senhoras professoras de Castelo Branco e o respectivo guia de Braga, uma irlandesa, uma portuense, um brasileiro e um argentino) e um jantar de convívio no Albergue de Briallos.
Foi uma semana sem telemóvel, sem problemas, sem stresses, com muita paz interior e exterior e algum cansaço... Mas valeu a pena...
Ainda tivemos tempo de apanhar pulgas no Pavilhão Gimnodesportivo de Padrón (onde ficamos instalados) fazendo com que a última jornada do caminho fosse um grande sacrifício para a Mónica devido a problemas de alergia.
Esta foto foi tirada junto à Ponte das Febres logo no primeiro dia e ainda faltavam cento e muitos quilómetros para chegar ao destino.
Aconselho a quem se quiser aventurar. É uma excelente terapia para qualquer coisa.